eu odeio rock n' roll.
eu odeio pubs.
até mais do que multidões.
sexta-feira, 2 de maio de 2008
sábado, 8 de março de 2008
3 horas depois, maldição.
cada tentativa só aumenta o peso e o vazio.
mais um gole de água, dois.
de quantas telas um homem precisa para ser feliz?
i am always the one who calls
i wouldn't mind
but you are my only hope
qual dos problemas me faz gostar de death metal?
pra que tanta necessidade de barulho?
por todo lado, engana a falta de cores e aspirina.
amaldiçoado seja o relógio e sua maldita 01:08.
mais um gole de água, dois.
de quantas telas um homem precisa para ser feliz?
i am always the one who calls
i wouldn't mind
but you are my only hope
qual dos problemas me faz gostar de death metal?
pra que tanta necessidade de barulho?
por todo lado, engana a falta de cores e aspirina.
amaldiçoado seja o relógio e sua maldita 01:08.
sábado, 1 de março de 2008
completa, porra.
Seria mais fácil simplesmente procurar uma camisa mais justa para vestir. Mudar a maneira de olhar. Disparar palavras atropeladas e agir como se fosse o rei do mundo. Abraçar pessoas, dar tapinhas no peito e dizer “esse cara é foda”. Tem uma porção de amigos meus lá fora, e são excelentes predadores, em bando. Nós não precisamos conhecê-los, sim? O rapaz de óculos te ensina a ser o aquaman por 15 reais. A menina de azul cuida de quem passar mal. No banheiro, de porta trancada. O marido em casa, ou em outra.
[Talvez esteja na hora de escolher um relógio.Um carro. Uma menina gostosa pra todos olharem quando eu chegar. Posso devolver com um olhar que signifique “sou o tiranossauro”. O grande macho alfa reinando sobre o bando. Dariam tapinhas no meu peito e diriam “esse cara é foda”. O cara de óculos sorriria ao me ver. E eu também, desprezando-o e admirando pela preciosa kryptonita que caras como eu não tem peito de conseguir.]
[Mais um copo de cerveja, por favor. Me agarro e descarto idéias a cada minuto. Espera, acho que a chuva desmanchou minha franja.Fila no banheiro é um caralho, porque não mijam nas árvores e deixam os banheiros pra quem precisa de espelho?]
Uma menina caída, cabaça. Melhor pra ela, caiu antes de tirar a roupa. A mãe sempre achou esse negócio uma grande besteira. Não sabe o que quer da vida pois teoricamente tem tudo. Fala baixinho no ouvido dele, diz que precisam sair. Ver gente nova, se atualizar. Ele, cansado, tudo o que queria era uma cerveja com os amigos. Calma, amigo, cada hora da semana um passo em direção a quarta-feira. Só não esqueça a visita no sábado.
Fernando não se diverte muito em festas,
Quer mais cerveja,
Sabe como a vida seria muito mais fácil
E precisa de um canto pra dormir.
[Talvez esteja na hora de escolher um relógio.Um carro. Uma menina gostosa pra todos olharem quando eu chegar. Posso devolver com um olhar que signifique “sou o tiranossauro”. O grande macho alfa reinando sobre o bando. Dariam tapinhas no meu peito e diriam “esse cara é foda”. O cara de óculos sorriria ao me ver. E eu também, desprezando-o e admirando pela preciosa kryptonita que caras como eu não tem peito de conseguir.]
[Mais um copo de cerveja, por favor. Me agarro e descarto idéias a cada minuto. Espera, acho que a chuva desmanchou minha franja.Fila no banheiro é um caralho, porque não mijam nas árvores e deixam os banheiros pra quem precisa de espelho?]
Uma menina caída, cabaça. Melhor pra ela, caiu antes de tirar a roupa. A mãe sempre achou esse negócio uma grande besteira. Não sabe o que quer da vida pois teoricamente tem tudo. Fala baixinho no ouvido dele, diz que precisam sair. Ver gente nova, se atualizar. Ele, cansado, tudo o que queria era uma cerveja com os amigos. Calma, amigo, cada hora da semana um passo em direção a quarta-feira. Só não esqueça a visita no sábado.
Fernando não se diverte muito em festas,
Quer mais cerveja,
Sabe como a vida seria muito mais fácil
E precisa de um canto pra dormir.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
bem vinda de volta.
enquanto o dragão branco luta bravamente contra o vento da madrugada, a velha não para de tossir no apartamento da frente. um sinal divino? dê-me bitz, pintudão.
- vamos querido. eu sei que você sabe cuspir fogo.
- vamos querido. eu sei que você sabe cuspir fogo.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
dezenas de linhas que jamais realizarão seus sonhos. eu, o carrasco.
Besteira achar que um cigarro vai tornar as coisas mais interessantes.
Besteira pensar que falei tanta besteira.
Besteira ficar quieto.
Besteira querer experimentar o mundo todo.
Besteira desejar.
Besteira ser assim tão cru.
Besteira sonhar com outro.
Besteira fingir poder que não tenho.
Besteira a eterna busca.
Besteira perder o sono por tanta besteira.
800 nomes que não me dizem nada.
Vitrine de roupas caras.
Dá-se tanto por felicidade burra e efêmera.
800 luzes que me deram vontade.
A promessa de um mundo que não seja real.
Que graça tem, o interruptor?
800 letras desperdiçadas.
Tempo que podia ser riso, sexo, qualquer.
Vida afogada no travesseiro.
Besteira a surpreendente vontade de ser notado.
Besteira a luta pela invisibilidade.
Besteira querer silêncio.
Besteira falar tanto.
Besteira querer abraço.
Besteira a abstinência.
Besteira a vaidade.
Besteira admirar pele, músculo e osso.
Besteira olhar as costas de alguém.
Besteira sentir e besteira perder o tesão por tanta besteira.
Besteira pensar que falei tanta besteira.
Besteira ficar quieto.
Besteira querer experimentar o mundo todo.
Besteira desejar.
Besteira ser assim tão cru.
Besteira sonhar com outro.
Besteira fingir poder que não tenho.
Besteira a eterna busca.
Besteira perder o sono por tanta besteira.
800 nomes que não me dizem nada.
Vitrine de roupas caras.
Dá-se tanto por felicidade burra e efêmera.
800 luzes que me deram vontade.
A promessa de um mundo que não seja real.
Que graça tem, o interruptor?
800 letras desperdiçadas.
Tempo que podia ser riso, sexo, qualquer.
Vida afogada no travesseiro.
Besteira a surpreendente vontade de ser notado.
Besteira a luta pela invisibilidade.
Besteira querer silêncio.
Besteira falar tanto.
Besteira querer abraço.
Besteira a abstinência.
Besteira a vaidade.
Besteira admirar pele, músculo e osso.
Besteira olhar as costas de alguém.
Besteira sentir e besteira perder o tesão por tanta besteira.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
O grande verme e suas entranhas
Desceu as escadas como se fosse em direção a algo importante. Tentava se esquecer que há alguns meses nada conseguia tal título no conturbado conselho de suas inúmeras facetas. Discutiam horas, cigarro acendido no outro, conhaque e gelo derretido, palavras anotadas mentalmente tentando desesperadamente mostrar-se mais significativas. E para quê? Silêncio. uma perna inquieta, outro queixo recebe carícias sem afeto entre os fios negros. Alguém pensa. Em que? No silêncio, insolente.
“Saída”
Não conseguia explicar racionalmente o prazer de passar por aquela porta. A palavra como um anjo, messias. Cospe no chão, a quem queria enganar? A palavra como uma prostituta, garrafa de uísque embaixo da cama que agüenta, quieta. Grita apenas em caso de orgasmo, demonstrando lealdade à companheira de anos. Amaciada. Os tênis sem palmilhas dão a impressão de andar descalço. Não sabe se é melhor ou pior, inquieta-se com a quantidade de “tanto faz” proferida pelos ombros sempre cansados e prontos.
- Fala companheiro, me empresta um real?
- Não tenho, garanto um presente em cima do ponto.
- Parou faz tempo, nunca dura.
- Ainda matam gente a chinelada, depois vira filme.
Os cinemas deviam funcionar durante a madrugada. É o único horário compreensível para se assistir um filme. Antigamente ia ao cinema duas, três vezes na semana. Há um ano, fazia listas mentais dos filmes que pretendia ver, geralmente por diretores ou indicações de amigos. Há alguns meses, não sabe nome de filme que não seja ultrapassado.
- O Flamengo ganhou?
- Empatou, zero a zero. Jogou nada.
- Poxa vida, rubro negro sofre né!
Todos nós sofremos
- Na próxima a gente ganha.
- tenha um bom dia!
Orra, posso ter dois?
Sentado na praça, percebeu o que o movimentara escada abaixo, tão determinado: diante da rápida, bebia em garrafa de plástico pra enganar o guarda, e esperava – não sem um mínimo de ansiedade – o imponente monstro vermelho que transporta vidas tão cheias de sentido pra lá e pra cá. O lugar é estratégico: banquinho, visão de todas as “entradas” da praça, com um pouco de experiência e uma mochila é fácil bloquear o vento e o melhor, o ônibus não para naquele ponto, mas passa muito perto. Não é preciso encarar as pessoas. O rosto delas é sempre triste, importunado, acusador, cansado, opressor quando resta um pouco de energia. Com estes parece ser bom de brigar. Para os outros poderia oferecer uma festa, tipo as do big brother, onde provavelmente ficariam todos bêbados e livres para brigar, trepar e finalmente ter a dignidade de se importar mais com o que os outros estão fazendo do que com as despesas da casa. Do lugar aonde se sentava, não importava. Eram todos borrões coloridos dentro de uma caixa de metal. Borrões coloridos, assim como soldados marchando, não têm nem munição pra demonstrar alguma angústia individual capaz de perigosamente levantar as questões tão freqüentes no espírito jovem que aguardava um vislumbre do ser mítico.
Ele que não desfrutava da polemicamente saborosa sensação de ter a onde ir,
Ficou sentado e pensou em cortar o cabelo na manhã seguinte.
“Saída”
Não conseguia explicar racionalmente o prazer de passar por aquela porta. A palavra como um anjo, messias. Cospe no chão, a quem queria enganar? A palavra como uma prostituta, garrafa de uísque embaixo da cama que agüenta, quieta. Grita apenas em caso de orgasmo, demonstrando lealdade à companheira de anos. Amaciada. Os tênis sem palmilhas dão a impressão de andar descalço. Não sabe se é melhor ou pior, inquieta-se com a quantidade de “tanto faz” proferida pelos ombros sempre cansados e prontos.
- Fala companheiro, me empresta um real?
- Não tenho, garanto um presente em cima do ponto.
- Parou faz tempo, nunca dura.
- Ainda matam gente a chinelada, depois vira filme.
Os cinemas deviam funcionar durante a madrugada. É o único horário compreensível para se assistir um filme. Antigamente ia ao cinema duas, três vezes na semana. Há um ano, fazia listas mentais dos filmes que pretendia ver, geralmente por diretores ou indicações de amigos. Há alguns meses, não sabe nome de filme que não seja ultrapassado.
- O Flamengo ganhou?
- Empatou, zero a zero. Jogou nada.
- Poxa vida, rubro negro sofre né!
Todos nós sofremos
- Na próxima a gente ganha.
- tenha um bom dia!
Orra, posso ter dois?
Sentado na praça, percebeu o que o movimentara escada abaixo, tão determinado: diante da rápida, bebia em garrafa de plástico pra enganar o guarda, e esperava – não sem um mínimo de ansiedade – o imponente monstro vermelho que transporta vidas tão cheias de sentido pra lá e pra cá. O lugar é estratégico: banquinho, visão de todas as “entradas” da praça, com um pouco de experiência e uma mochila é fácil bloquear o vento e o melhor, o ônibus não para naquele ponto, mas passa muito perto. Não é preciso encarar as pessoas. O rosto delas é sempre triste, importunado, acusador, cansado, opressor quando resta um pouco de energia. Com estes parece ser bom de brigar. Para os outros poderia oferecer uma festa, tipo as do big brother, onde provavelmente ficariam todos bêbados e livres para brigar, trepar e finalmente ter a dignidade de se importar mais com o que os outros estão fazendo do que com as despesas da casa. Do lugar aonde se sentava, não importava. Eram todos borrões coloridos dentro de uma caixa de metal. Borrões coloridos, assim como soldados marchando, não têm nem munição pra demonstrar alguma angústia individual capaz de perigosamente levantar as questões tão freqüentes no espírito jovem que aguardava um vislumbre do ser mítico.
Ele que não desfrutava da polemicamente saborosa sensação de ter a onde ir,
Ficou sentado e pensou em cortar o cabelo na manhã seguinte.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
cruelly
i can't believe the things you saytell me, tell me, tell me the lies.
a mosca morta
em meu ouvido
sopra, sopra, sopra
na língua da terra
entre os dentes
e seus vermes
no vômito - não suporto
a minha hora.
in starlit nights i saw you
so cruelly you kissed me
fate, up against your will...
i'm yo-yo man
always up and down
so take me to the end of my...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

O jovem abriu as janelas sem vontade, adicionou conhaque ao “café da manhã” e se perguntou se atendia ao telefone desconhecido.
Enquanto observava os dentes amarelados de um sorriso morto e se surpreendia com as olheiras, pensou em como as coisas podem ser simples quando se tem um pouco de coragem. 5, 4, 3. sempre achou que fossem proibidos animais no prédio.
“tudo o que você precisa é um casal de ursos”
olho ligeiro, pontada no peito.
O jovem enfrenta o sol com a bravura de Teseu
Mas desprovido de glória, e charme.
(acho que bermuda surrada e chinelos não se comparam à tanguinha e peito fabricados na Grécia, quando deuses ainda existiam...)
Exibe o lombo e arrisca um pouco de masoquismo.
Maldita cerveja que ficou gelada duzentos degraus acima.
Maldita menina que ficou gelada alguns quilômetros acima.
Maldito semáforo que fica verde,vermelho,verde,vermelho.
Isso não é a porra do natal.
Isso é o que a gente sempre esquece.
Isso é o que ninguém vê, nem deveria.
Quase satisfeito e pelo avesso,
O jovem decide que já interrompidas suas últimas horas de pesadelo,
Já caminhadas quase três quadras em direção à Luz,
Não há motivo para se manter nas trevas...
- É, só um copo.
Quatro pelo preço de três, certo?
E ele viveu feliz para sempre*.
Enquanto observava os dentes amarelados de um sorriso morto e se surpreendia com as olheiras, pensou em como as coisas podem ser simples quando se tem um pouco de coragem. 5, 4, 3. sempre achou que fossem proibidos animais no prédio.
“tudo o que você precisa é um casal de ursos”
olho ligeiro, pontada no peito.
O jovem enfrenta o sol com a bravura de Teseu
Mas desprovido de glória, e charme.
(acho que bermuda surrada e chinelos não se comparam à tanguinha e peito fabricados na Grécia, quando deuses ainda existiam...)
Exibe o lombo e arrisca um pouco de masoquismo.
Maldita cerveja que ficou gelada duzentos degraus acima.
Maldita menina que ficou gelada alguns quilômetros acima.
Maldito semáforo que fica verde,vermelho,verde,vermelho.
Isso não é a porra do natal.
Isso é o que a gente sempre esquece.
Isso é o que ninguém vê, nem deveria.
Quase satisfeito e pelo avesso,
O jovem decide que já interrompidas suas últimas horas de pesadelo,
Já caminhadas quase três quadras em direção à Luz,
Não há motivo para se manter nas trevas...
- É, só um copo.
Quatro pelo preço de três, certo?
E ele viveu feliz para sempre*.
*sempre: período de tempo que acaba quando se percebe que o cigarro ficou longe e moeda insuficiente.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
frio.
ah.
"tá tudo bem pra mim"
ela vai dizer
"não é bem um fim
nunca fui você"
você vai pensar, assim
mil coisas pra dizer
novo dia, vai juntar
moedas pra beber
(e lembrar, ou forçar
qualquer coisa
não entediar
corda pra esfriar
dizer que tanto faz)
amigos enfim
dizem "nada a ver"
verdade que não se vai
mas tenta combater
dois sem gelo para mim
ela parou de beber
no cinzeiro o tempo é meu
"como vai você?"
ah.
"tá tudo bem pra mim"
ela vai dizer
"não é bem um fim
nunca fui você"
você vai pensar, assim
mil coisas pra dizer
novo dia, vai juntar
moedas pra beber
(e lembrar, ou forçar
qualquer coisa
não entediar
corda pra esfriar
dizer que tanto faz)
amigos enfim
dizem "nada a ver"
verdade que não se vai
mas tenta combater
dois sem gelo para mim
ela parou de beber
no cinzeiro o tempo é meu
"como vai você?"
ah.
domingo, 2 de dezembro de 2007
é tão xxx falar sobre nada.
Alguém me diga o que fazer. As horas passaram e já me despedi. Esperei buracos no chão, cruzei as pernas, o café esfriou. Quem me dera ser carente. Implorando atenção, bem sucedido. Bom suicídio. Quem dera, quem dera. Repetir palavras antigas enoja. Diabo, quanta besteira. Aonde está, meu deus? Aonde aquela merda inexistente? Isso, arranha a garganta e vai procurar. Na água gelada brincar de onda pra não enferrujar. Compro pilha, dou corda, masturbo emoção. Inútil, estúpido, fora de si. Duas tampas azuis, exército de bitucas. Que fiz de todo meu tempo? Ah, se fosse poeta saberia me defender. Pura mentira, cortei os rolos de filmes. As folhas se acumulam e cada dia mais sopro longe o pó que persegue. Quero ter olhos limpos, porra. Já passou da idade de berreiro por concretização. 2+2 são 4, e a poesia que vá explicar o 5. ouvido colado no chão, que os passos acontecem quando há menos atenção. Que fatos? É tic, tic, tic, continuação. Um pouco de coragem pra apertar o botão e dizer que foi...desfeita.
enquanto o sol marcava a sola de sua bota
nos restos indefesos Daquilo:
nos restos indefesos Daquilo:
- fechado. talvez mais tarde...
- asfalto? cigarro?
- dormir como um vagabundo!
- escrever? quem sabe uma carta, aquela?
- vai bem com caldo, quanta...
- requentar, aumentar o volume, dedilhar.
- o banco de plástico.
- essa ainda!
- demora que eu sei.
- pior é quando esquenta...
- sempre espalhando essa porcaria!
- inevitável! adoro domingo.
- já disse. talvez mais tarde...
- asfalto? cigarro?
- dormir como um vagabundo!
- escrever? quem sabe uma carta, aquela?
- vai bem com caldo, quanta...
- requentar, aumentar o volume, dedilhar.
- o banco de plástico.
- essa ainda!
- demora que eu sei.
- pior é quando esquenta...
- sempre espalhando essa porcaria!
- inevitável! adoro domingo.
- já disse. talvez mais tarde...
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
the part about the vine that's growing through the window and reaching towards my bed.
- fear not my friend, for tonight we ride.- blessed arms that hold you tight, freezing cold and alone.
- so you wanna be a superhero!
- sofisticated fuck princess, please leave me alone.
- they'll only miss you when you leave.
- you should be at home here.
- ...
- you should be hated here!
- ignorant piece of shit.
- all apologies and smiles, yours truely, ugly valentine.
- a loose hair falls into a glass of water without ice.
- the ghost of a humming bird flying around the room...
halfway spoken heart that feels comfort in everything until it disappears!
september come take this heart away!
the color that your eyes changed with the color of your hair...
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Aquecimento Global - a palestra de compadre Zaratustra sob os efeitos do efeito estufa.
Espera, por alguns segundos pensei haver uma conspiração contra mim. Lógico, passado o choque inicial, consegui utilizar a razão para definir aquilo como uma simples linha verde no meio do nada. Tinham as gotas também, a janela-potência que iluminava a orquestra molhada. Como um musical da Disney, um pouco mais melancólico. As pessoas vão trabalhar, passam por debaixo de árvores, evitam olhar pro mendigo, checam os bolsos enquanto esperam o sinal abrir. Pedaços de metal. Preto. Corta. O que aconteceu mesmo em 1967? Desculpa seu Juca, realmente preciso. Baita cheiro de cigarro, porra!
Última esperança,
( o cachorro levanta a pata direita )
Última embriaguez,
( o sol refletido na lente azulada do óculo )
Última esperança,
- “cada macaco no seu galho” – serei a casca de árvore?
(milhões, cada um com dois ferrões )
Última embriaguez,
Os livros acabam sendo mais úteis fechados. Claro que só digo isso pra que você sinta um pouco de desprezo – se é que ainda não atingiu o esperado – e possamos nos relacionar de maneira mais intensa. Sabe como? Ah, indiferença é o macaco cego da luz. Pouquíssimas, as oportunidades. Mas ainda assim, vi esteiras. As histórias correm. Filas de loteria. a senhora de sapatos mais altos e vermelhos prefere seu croissant com uvas passas. A mesma pasta derretida escorrendo e manchando. O menino lembra das diferentes cores nos papéis. Dos presentes, não muito. As cores é que faziam sua língua mover-se na boca, atrás de qualquer gota de experimentação possível. Evidente, em tal idade ele ainda faz tudo isso com aquela alegria tão natural de quem nunca achou um rato embaixo do sofá. Lenços por toda parte, a sujeira é varrida antes do bloco principal. Bandeja de prata, o pato que um dia sentiu-se protegido nas mãos da criança. Lambuzar não é problema. Alguém vem com aquelas garrafas coloridas mágicas de gosto péssimo. O peito é do marido. Tipo silicone. Ao menos ainda temos os passeios de lancha.
Vai, Joãzinho, o mundo é seu, a roupa há de ser branca,
Os ritos não enfraquecem,
percebe?
Talvez esteja...
Cansado.
O que eu quero dizer meu filho, é que lhe demos o melhor.
Talvez o problema esteja aí.
ou não exista.
Última esperança,
( o cachorro levanta a pata direita )
Última embriaguez,
( o sol refletido na lente azulada do óculo )
Última esperança,
- “cada macaco no seu galho” – serei a casca de árvore?
(milhões, cada um com dois ferrões )
Última embriaguez,
Os livros acabam sendo mais úteis fechados. Claro que só digo isso pra que você sinta um pouco de desprezo – se é que ainda não atingiu o esperado – e possamos nos relacionar de maneira mais intensa. Sabe como? Ah, indiferença é o macaco cego da luz. Pouquíssimas, as oportunidades. Mas ainda assim, vi esteiras. As histórias correm. Filas de loteria. a senhora de sapatos mais altos e vermelhos prefere seu croissant com uvas passas. A mesma pasta derretida escorrendo e manchando. O menino lembra das diferentes cores nos papéis. Dos presentes, não muito. As cores é que faziam sua língua mover-se na boca, atrás de qualquer gota de experimentação possível. Evidente, em tal idade ele ainda faz tudo isso com aquela alegria tão natural de quem nunca achou um rato embaixo do sofá. Lenços por toda parte, a sujeira é varrida antes do bloco principal. Bandeja de prata, o pato que um dia sentiu-se protegido nas mãos da criança. Lambuzar não é problema. Alguém vem com aquelas garrafas coloridas mágicas de gosto péssimo. O peito é do marido. Tipo silicone. Ao menos ainda temos os passeios de lancha.
Vai, Joãzinho, o mundo é seu, a roupa há de ser branca,
Os ritos não enfraquecem,
percebe?
Talvez esteja...
Cansado.
O que eu quero dizer meu filho, é que lhe demos o melhor.
Talvez o problema esteja aí.
ou não exista.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
fi.
"meu coração é o laboratório de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam por destruir tudo.
meu coração é uma planta carnívora morta de fome.
meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos - ai de mim! ai, de mim!"
meu coração é uma planta carnívora morta de fome.
meu coração é uma velha carpideira portuguesa, coberta de preto, cantando um fado lento e cheia de gemidos - ai de mim! ai, de mim!"
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
cola.
"Linda-
Não te fies, meu Lindinho,
Dos que te fazem carinho,
Crê que te devoram
Os lobos; e não coram!
Lindo-
Sabei, ó Lindinha:
os que me maltratam
a si se matam:
Tu ouve; Anjinha!?"
Não te fies, meu Lindinho,
Dos que te fazem carinho,
Crê que te devoram
Os lobos; e não coram!
Lindo-
Sabei, ó Lindinha:
os que me maltratam
a si se matam:
Tu ouve; Anjinha!?"
sábado, 6 de outubro de 2007
destruindo e preservando sabe deus o quê.
limpo a garganta,
não procuro meu copo com água
nem espero vez:
resumido em pilhas de branco borrado. vida pelo ralo em nome da ciranda dos poetas. ah, os fios que me cobrem, tanta vergonha, nem adianta, puro costume. o rosto não cora mais. saibam, tenho guardado tesouras. o momento morto, auge de vida.
- mãe, o caleidoscópio quebrou.
- melhor pra você, maricas. vai aprender a ser homem - berra o pai, da sala.
pode levar, menina das asas tão bonitas. lábios que me cospem, parindo. pode levar os versos. nunca foram mesmo meus. possuir, lição 1 de devaneio. em vez de agulha, furadeira. de um lado a outro, o grito fica. desprezo todas as horas. sim, até debaixo do sofá. sempre migalhas. lembra do filme? "besteira pura" hoje responderia. sem me libertar, comemoraria tua lágrima, mas lamberia.
o observador. comunicação indicial. teoria não aplicada. cadeira de rodas.
oferecida a trégua,
três cigarros - um copo de guaraná - e a língua não engolida, bem respondo que não.
não procuro meu copo com água
nem espero vez:
resumido em pilhas de branco borrado. vida pelo ralo em nome da ciranda dos poetas. ah, os fios que me cobrem, tanta vergonha, nem adianta, puro costume. o rosto não cora mais. saibam, tenho guardado tesouras. o momento morto, auge de vida.
- mãe, o caleidoscópio quebrou.
- melhor pra você, maricas. vai aprender a ser homem - berra o pai, da sala.
pode levar, menina das asas tão bonitas. lábios que me cospem, parindo. pode levar os versos. nunca foram mesmo meus. possuir, lição 1 de devaneio. em vez de agulha, furadeira. de um lado a outro, o grito fica. desprezo todas as horas. sim, até debaixo do sofá. sempre migalhas. lembra do filme? "besteira pura" hoje responderia. sem me libertar, comemoraria tua lágrima, mas lamberia.
o observador. comunicação indicial. teoria não aplicada. cadeira de rodas.
oferecida a trégua,
três cigarros - um copo de guaraná - e a língua não engolida, bem respondo que não.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
dumb.
quarta-feira, 19 de setembro de 2007
QUEBRA! - e cortaram a garganta do louco, no cais.
não me pergunte onde andei
se não lhe interessa
não queira saber
vai arranhar outro alguém
vai fingir que quer ter
alguém pra você
que eu não vou aceitar
ser outra vez teu par
não vou te deixar
fazer assim de mim
um homem no fim
ai, não diga me amar
já venceu, vamos lá
já dá pra parar
vai e diz a quem quiser
que sou teu e o inferno
não fazes por mal
elas vão acreditar
teu prêmio, novo par
feliz em te venerar
não vou assistir
nem chorar
vai, que tu tens
repassar essa dor
cansaste de mim
conquistar novo amor
vai, deixa em paz
quem já se entregou
não faço questão
de carta nem flor
sem te despedir
deixa a porta bater
eu quero ouvir
registrar, entender
que foste de vez
com todo o teu "talvez"
me fecho no mundo
eu destruo mundos
te arranco do mundo
e encaro mudo e sem ver.
se não lhe interessa
não queira saber
vai arranhar outro alguém
vai fingir que quer ter
alguém pra você
que eu não vou aceitar
ser outra vez teu par
não vou te deixar
fazer assim de mim
um homem no fim
ai, não diga me amar
já venceu, vamos lá
já dá pra parar
vai e diz a quem quiser
que sou teu e o inferno
não fazes por mal
elas vão acreditar
teu prêmio, novo par
feliz em te venerar
não vou assistir
nem chorar
vai, que tu tens
repassar essa dor
cansaste de mim
conquistar novo amor
vai, deixa em paz
quem já se entregou
não faço questão
de carta nem flor
sem te despedir
deixa a porta bater
eu quero ouvir
registrar, entender
que foste de vez
com todo o teu "talvez"
me fecho no mundo
eu destruo mundos
te arranco do mundo
e encaro mudo e sem ver.
domingo, 16 de setembro de 2007
deixa o natural de lado, agora.
eu quero te dar minha vida.
é, assim.
sem motivo ou algo em troca.
[decadente?
ah, para.
quem foi que disse?
esquece.
é sempre melhor.
cansa menos e evita o pior.]
sim, eu digo de novo:
a minha vida
toda por aquele nada, tão teu.
é, assim.
sem motivo ou algo em troca.
[decadente?
ah, para.
quem foi que disse?
esquece.
é sempre melhor.
cansa menos e evita o pior.]
sim, eu digo de novo:
a minha vida
toda por aquele nada, tão teu.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
podemos tentar um pouco mais de suavidade?
ela disse
"vem pra cá vou te ensinar
um novo jeito de olhar"
inocente, voei pra lá
deixei poemas
a quem quiser lembrar
que existe dor e ela vai voltar
que é tão normal um jovem sufocar
apartamento vazio, as contas, o frio
de acordar
sem voz pra desejar
ela jurou sempre amar
mas faz um tempo não a vejo cuidar
dos recortes que colhemos sem ver
um mundo surdo
que dediquei sem querer
se existe amor
quando ele vai chegar?
e essa dor
como faz pra estancar?
quis ser poeta
mas deixei pra trás
banco de praça
tem me atraído mais
-então vem, vamos lá
vamos só levar assim
deixa as palavras para trás
vamos viver, enfim
- já cansei de escutar
belezas que quis tocar
- é de papel, é de papel
não se deixe enganar.
"vem pra cá vou te ensinar
um novo jeito de olhar"
inocente, voei pra lá
deixei poemas
a quem quiser lembrar
que existe dor e ela vai voltar
que é tão normal um jovem sufocar
apartamento vazio, as contas, o frio
de acordar
sem voz pra desejar
ela jurou sempre amar
mas faz um tempo não a vejo cuidar
dos recortes que colhemos sem ver
um mundo surdo
que dediquei sem querer
se existe amor
quando ele vai chegar?
e essa dor
como faz pra estancar?
quis ser poeta
mas deixei pra trás
banco de praça
tem me atraído mais
-então vem, vamos lá
vamos só levar assim
deixa as palavras para trás
vamos viver, enfim
- já cansei de escutar
belezas que quis tocar
- é de papel, é de papel
não se deixe enganar.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
natural
"ela foi viver
repetia para si mesmo
e servia mais um copo
noite tão igual
começava a habituar-se ao normal
começava a morrer, é bonito
tão natural"
mas eu vou te guardar
vou até calcular
as cores e palavras
para te curar
e eu vou escrever
cartas a belém
num gesto de me proteger
endereçar a ninguém
eu sei, já morreu
não é por mim
entenda, meu bem
já tatuei o fim
nas olheiras
na sujeira
que ostento sem pudor
não te culpo
sei, o mundo
só se molda em dor
ninguém vai te guardar
com o cuidado daqui
são bichos e planetas
pra te fazer sorrir
e eu vou te criar
se o mundo apagar
desenho heróis pra proteger
invento outro lugar
mas eu vou te guardar...
"ela foi viver
repetia para si mesmo,
e servia mais um copo."
repetia para si mesmo
e servia mais um copo
noite tão igual
começava a habituar-se ao normal
começava a morrer, é bonito
tão natural"
mas eu vou te guardar
vou até calcular
as cores e palavras
para te curar
e eu vou escrever
cartas a belém
num gesto de me proteger
endereçar a ninguém
eu sei, já morreu
não é por mim
entenda, meu bem
já tatuei o fim
nas olheiras
na sujeira
que ostento sem pudor
não te culpo
sei, o mundo
só se molda em dor
ninguém vai te guardar
com o cuidado daqui
são bichos e planetas
pra te fazer sorrir
e eu vou te criar
se o mundo apagar
desenho heróis pra proteger
invento outro lugar
mas eu vou te guardar...
"ela foi viver
repetia para si mesmo,
e servia mais um copo."
terça-feira, 11 de setembro de 2007
cada faca em sua devida gaveta.
eu parado
mãos trêmulas
afagam os órgãos
de frida kahlo
-que ela me proteja
dizia o poeta
imploro a cheiros
que me deixem em paz
ouço vozes
fantasmas e armas
mundos feios
engatilham o taco de golfe. um cálice de veneno segura a cabeça. aguardando a pancada. esperando ansioso pelo cartaz de "fratura exposta". eu, a própria bandeira caída. o mastro atravessa a garganta. me vendo por um maço de cigarros e duas garrafas de vinho. uma voz suave, canção daquelas. ah, macacos. vão arranhar a pele dos outros. tua loucura não é bem vinda, forasteiro. desliga. desliga. desliga.
prometo não jurar
e me revirar, perder
pra não ser direto, mundo meu.
embaixo da pele, há um nó.
e é fato.
qualquer dia cai, comento.
acho que não estarei lá
a mão estendida, meu amor
estará a ninguém
e nem que fosses
eu poderia
dançar outra vez
repetir aquele passo
meus pés,
tão mais alvos
finalmente salvos
de qualquer tipo de caco.
e uma alma canta
rabisca
admirando as mãos mortas:
quando yo te vi - en la lluvia - me prometistes tu sangre!
mãos trêmulas
afagam os órgãos
de frida kahlo
-que ela me proteja
dizia o poeta
imploro a cheiros
que me deixem em paz
ouço vozes
fantasmas e armas
mundos feios
engatilham o taco de golfe. um cálice de veneno segura a cabeça. aguardando a pancada. esperando ansioso pelo cartaz de "fratura exposta". eu, a própria bandeira caída. o mastro atravessa a garganta. me vendo por um maço de cigarros e duas garrafas de vinho. uma voz suave, canção daquelas. ah, macacos. vão arranhar a pele dos outros. tua loucura não é bem vinda, forasteiro. desliga. desliga. desliga.
prometo não jurar
e me revirar, perder
pra não ser direto, mundo meu.
embaixo da pele, há um nó.
e é fato.
qualquer dia cai, comento.
acho que não estarei lá
a mão estendida, meu amor
estará a ninguém
e nem que fosses
eu poderia
dançar outra vez
repetir aquele passo
meus pés,
tão mais alvos
finalmente salvos
de qualquer tipo de caco.
e uma alma canta
rabisca
admirando as mãos mortas:
quando yo te vi - en la lluvia - me prometistes tu sangre!
ou de como...
rabiscar na tua roupa
- tira os óculos -
versos desencontrados
ensinar expressões
criar palavras
afogar a pele
eu aceito, todo
poros, olhos, pelos
devoro teu cabelo
narinas abertas
me invade, diabo
arranha, puxa, abre
brinquedo de plástico
vou te recriar
nas minhas roupas
sons e cores,
- aceita café? -
rabisca em mim.
- tira os óculos -
versos desencontrados
ensinar expressões
criar palavras
afogar a pele
eu aceito, todo
poros, olhos, pelos
devoro teu cabelo
narinas abertas
me invade, diabo
arranha, puxa, abre
brinquedo de plástico
vou te recriar
nas minhas roupas
sons e cores,
- aceita café? -
rabisca em mim.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
talvez até falasse dos poetas...
crucificado.
o mundo vazio focado em mim.
monólogo em silêncio
e sem significado.
- chato, diriam os críticos -
ninguém se comove
com a coroa de espinhos
ou com o suor vermelho
que me envolve.
nada de lágrimas nos joelhos.
lenços, ou desespero.
o homem é crucificado e o momento é seco.
o garoto baba reticências.
o inferno é a repetição.
crucificado.
sem glória ou santidade.
palavras há muito mortas
abaixo dos pés.
uma goteira vermelha
as enfeita, recria, apaga de vez.
alguém colha meu pecado
ou enterra.
a cabeça empalha.
ou queima
separada do corpo.
vampiro bom
é vampiro morto.
o mundo vazio focado em mim.
monólogo em silêncio
e sem significado.
- chato, diriam os críticos -
ninguém se comove
com a coroa de espinhos
ou com o suor vermelho
que me envolve.
nada de lágrimas nos joelhos.
lenços, ou desespero.
o homem é crucificado e o momento é seco.
o garoto baba reticências.
o inferno é a repetição.
crucificado.
sem glória ou santidade.
palavras há muito mortas
abaixo dos pés.
uma goteira vermelha
as enfeita, recria, apaga de vez.
alguém colha meu pecado
ou enterra.
a cabeça empalha.
ou queima
separada do corpo.
vampiro bom
é vampiro morto.
sábado, 1 de setembro de 2007
e que você me ressuscitaria...
alguém me foda
as pernas estão abertas
- uma gota de sangue? -
não forçem um aborto!
quem me toca?
quem me toca?
acende um fósforo
e queima a alma menor!
silêncio.
o chão úmido.
cobras.
ao redor de minhas pernas.
sobem, apertam, voltam.
obscenas. sujas.
as línguas adentram a pele. a alma. arranham, seduzem, dominam, violam.
- esmaguem as pétalas em meu pescoço! -
quem me toca?
quem me toca?
lavem as mãos:
Deuses e Flores,
Abismos e Amores,
Céu e suas cores.
meu quarto é abaixo
e sujo.
cultuo dentes de ratos
purifico com tesouras
o sangue contaminado
amarga tinta, rabisco
de restos e sonho torto
invento a minha obra.
quem me toca?
o líquido sou eu.
acende o fósforo
meu amor,
ou sopra.
as pernas estão abertas
- uma gota de sangue? -
não forçem um aborto!
quem me toca?
quem me toca?
acende um fósforo
e queima a alma menor!
silêncio.
o chão úmido.
cobras.
ao redor de minhas pernas.
sobem, apertam, voltam.
obscenas. sujas.
as línguas adentram a pele. a alma. arranham, seduzem, dominam, violam.
- esmaguem as pétalas em meu pescoço! -
quem me toca?
quem me toca?
lavem as mãos:
Deuses e Flores,
Abismos e Amores,
Céu e suas cores.
meu quarto é abaixo
e sujo.
cultuo dentes de ratos
purifico com tesouras
o sangue contaminado
amarga tinta, rabisco
de restos e sonho torto
invento a minha obra.
quem me toca?
o líquido sou eu.
acende o fósforo
meu amor,
ou sopra.
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
comprem meus pulsos, ...
Everybody has chosen to help
The shovels that bury me.
-
-
-
-
x
.
.
.
.
It lacks a human pulse.
[mars volta]
The shovels that bury me.
-
-
-
-
x
.
.
.
.
It lacks a human pulse.
[mars volta]
terça-feira, 28 de agosto de 2007
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